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A dor de saber que sou um sussurro e que o mundo é silêncio.

untrustyou:

Daehyun Kim 
L’île nue, 2014
elationandecstasy:

I’ll give you the moon and the stars.

O buraco negro dos teus olhos, que de tão negros consomem toda a luz.

Quando amo ao escuro.

O espaço vazio entre os meus cílios, e tão descontrolada pisco sem sossego algum.

Entristeço sem segredos.

O imenso buraco que ocupa o que me seria são,

e o ar que escapa dos teus lábios - murmúrios

qualquer prece, qualquer calma, e quase rezas tu pela minha paz ausente.

"Just breathe, honey pie".

Presentes, as mãos que me acalçam, presentes, os dedos que me tocam -

e essas tuas digitais chegam ao cerne do quê?

Tremo.

Engasgo.

O silêncio é um longo engasgo - também trêmulo.

Frágil é sentir a vida com essas palavras tão aladas - eu calada

escondendo todos os sussurros.

C.

 

de si tiram poemas
para dos abismos
não se atirarem.
ainda assim 
se atiram.
já têm asas:
poemas que
não servem apenas
para fazer voar
mas levar
levemente
ao fundo
dos abismos.

espectroar:

 
anjoinverso:

O rito (1969), Ingmar Bergman
(veja só, dear, e nessas horas eu só lembro das suas histórias)
ohthentic:

all queer
euo:




Excerpt from my journal:
"I jumped in the ocean to make myself feel alive. All I got was cold hands and seaweed in my hair."
"(…) existo, e pronto. E o aborrecimento com a existência é tão vago, tão metafísico, que tenho vergonha dele." - Jean-Paul Sartre, A Náusea (1938)  

Construo ao som do bolero. Ainda que sejamos finitos como os acordes que cessam ao final da partitura, tornamo-nos eternos entre os sons que se esvaem pelas frestas das janelas e se espalham com a brisa, dançam nos telhados, caminham nas folhas dos jardins, sussurram notas nos ouvidos de quem passa. Nosso peso se tornando leve como o sopro do vento que invade a pele. O mundo se mostra uma extensão do amor declamado no silêncio que não ousamos quebrar e na prosa que forçamos para calá-lo. Indubitavelmente, tudo é sentir. A vida é poesia só por ser.

G.

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